Em Rondônia, Lula recebeu 250.667 votos para presidente no primeiro turno, ou 25,9% dos votos válidos. A candidata do PT ao Senado, Luciana Oliveira, teve 96.391, o equivalente a 38% da votação do presidente, segundo dados do TSE.
Os dois senadores eleitos, Fernando Máximo e Bruno Scheid, ambos do PL, somaram 570.799 e 474.226 votos. Flávio Bolsonaro teve 652.988 votos para presidente no estado, 67,5% dos válidos. A distância entre essas colunas virou tema de um vídeo que circula na internet e sugere que, para o resultado fechar, eleitores de Lula teriam de ter votado em senadores do PL.
A conta não confirma isso. Como havia duas vagas em disputa, cada eleitor pôde votar em dois candidatos ao Senado, e a votação dos dois eleitos cabe inteira dentro da base de Flávio, sem a necessidade de um único voto de eleitor de Lula. Máximo teve o equivalente a 87% dos votos de Flávio no estado, e Scheid, 73%. Luciana teve 38% dos votos de Lula.
Também disputaram Sílvia Cristina (PP), com 304.061 votos, Mariana Carvalho (Republicanos), com 207.398, e Acir Gurgacz (PDT), com 72.490. Com um único nome petista competitivo, o segundo voto de quem escolheu Luciana foi necessariamente para outro candidato ou ficou em branco. O voto é secreto, e não há como saber para onde foi cada um.
No país, Lula somou 53,88 milhões de votos (45,2% dos válidos) e Flávio, 56,10 milhões (47,0%). Os estados contabilizaram cerca de 207 milhões de votos válidos para o Senado, contra 119 milhões para presidente, ou seja, 1,74 voto de senador por eleitor, o que ajuda a explicar por que as colunas não se comparam diretamente.
Os números mostram a diferença de desempenho entre a candidatura majoritária e a do partido no estado. Quanto aos caminhos dos votos individuais, eles não dizem nada, porque o voto é secreto.
Da Redação Mídia Extra, com informações da Folha Nobre