O Tribunal do Júri de Ariquemes dissolveu, na segunda-feira (14), a sessão que julgaria cinco pessoas acusadas pelo assassinato de duas vítimas, em 2016, depois que as defesas de quatro dos réus abandonaram o plenário. A Justiça decretou a prisão preventiva dos réus.
Era uma nova tentativa de levar o caso a julgamento. O primeiro júri já havia sido anulado, e o processo se arrasta há quase dez anos. A decisão de pronúncia é de 12 de dezembro de 2016.
Na abertura da sessão, as defesas apresentaram requerimentos, que a juíza presidente, Rosiane Freire, analisou e decidiu um a um. Os advogados alegaram falta de tempo para examinar o material digital do processo, que, segundo eles, passa de 120 GB e foi juntado aos autos poucos dias antes do júri.
A magistrada respondeu que as mídias físicas estiveram disponíveis ao longo de quase dez anos, que o acervo foi apreendido e periciado muito antes da pronúncia e que a Politec teve acesso aos sistemas. Ela explicou ainda que o material foi para o PJe porque os processos físicos estão sendo enviados ao arquivo central, em Porto Velho. Sem os pedidos aceitos, os defensores insistiram em cerceamento de defesa e deixaram o plenário.
Com a sessão encerrada, será preciso marcar um novo julgamento, quase uma década depois do crime.
Da Redação Mídia Extra, com informações da Folha Nobre