Novos confrontos ocorreram em Paris neste domingo (18), um dia depois de protestos contra o custo de vida que terminaram com um manifestante morto, mais de 2 mil detidos e mais de 600 policiais feridos, segundo o ministro do Interior. A polícia voltou a usar gás lacrimogêneo na Place de la République.
No sábado, mais de meio milhão de pessoas marcharam em dezenas de cidades, mas grupos violentos saquearam lojas e atacaram prédios públicos. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada e em grande parte destruída. A rede Carrefour informou 50 lojas danificadas, 20 delas saqueadas, com prejuízo de dezenas de milhões de euros.
O presidente Emmanuel Macron fará pronunciamento à nação às 20h locais. O governo atribui a violência à extrema esquerda e a criminosos, e o ministro da Economia prometeu apoio aos comerciantes. Jordan Bardella, da extrema direita, pediu a renúncia de Macron.
A crise soma pressão social e desgaste político a cerca de um ano da eleição presidencial francesa. Para Rondônia e a região, o caso mostra como a alta do custo de vida e a queda na qualidade dos serviços públicos podem gerar instabilidade em qualquer economia.
Da Redação Mídia Extra