Um estudo da Universidade Federal de Rondônia (Unir), campus Ariquemes, concluiu que todos os poços analisados em diferentes pontos da cidade apresentaram contaminação incompatível com os padrões de potabilidade exigidos por lei. A pesquisa é da professora Gisele Teixeira de Souza, do Departamento de Engenharia de Alimentos.
Não é um alerta novo. Em 2019, uma pesquisa da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) havia indicado que 93% dos poços escavados em Ariquemes estavam contaminados, com a análise de mais de mil amostras em 25 bairros e a presença de coliformes fecais e outras impurezas. Mesmo assim, parte da população, de comércios e de órgãos públicos continua usando poços artesianos e semiartesianos, muitas vezes sem tratamento adequado.
O mesmo estudo da Unir analisou amostras da água distribuída pela Águas de Ariquemes, concessionária do serviço. Segundo a pesquisadora, os parâmetros microbiológicos e físico-químicos ficaram dentro dos limites permitidos, e não houve presença de coliformes totais nem de Escherichia coli em nenhum dos pontos de água tratada.
A professora lembra que, em locais com saneamento mais completo, o uso de água tratada e de esgoto tratado reduziu atendimentos de saúde por doenças ligadas à água, como diarreia, desidratação e febre.
O resultado reforça o alerta de saúde pública sobre o uso de poços sem tratamento. A comparação dos dois lados da pesquisa, poço e rede, é a parte mais importante do estudo.
Da Redação Mídia Extra, com informações da Folha Nobre