O dólar comercial fechou a sexta-feira (30) em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, o maior valor de fechamento de 2026. Na semana, a moeda acumulou valorização de 9,15%, a maior desde outubro de 2008. Em outubro, a alta foi de 5,27%.
O Ibovespa recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, no quinto pregão seguido de baixa. Na semana, a queda foi de 18,12%, a pior desde março de 2020, e no mês o recuo chegou a 9,88%. Dados da B3 apontam saída líquida de quase R$ 7,6 bilhões em ações nos três primeiros pregões da semana.
O mercado reagiu à reeleição de Lula e às incertezas sobre a política fiscal, com atenção à definição da equipe econômica. No exterior, a queda de ações de tecnologia e de inteligência artificial também pressionou o dólar e as bolsas.
Para Rondônia, onde o agronegócio exporta e depende de insumos, o câmbio influencia tanto a receita quanto o custo de produção. Os próximos sinais sobre as contas públicas devem definir se a instabilidade continua.
Da Redação Mídia Extra