A Advocacia-Geral da União ajuizou nesta terça-feira (20) quatro ações civis para recuperar R$ 190,3 milhões em bens de integrantes do PCC e do Comando Vermelho. Os processos se apoiam na Lei Antifacção (15.358/2026), que permite o perdimento civil de bens de origem ilícita sem condenação criminal prévia.
Três ações envolvem 87 réus e tratam de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos, investigados nas operações Marola, Delivery e Contaminatus. A quarta, da Operação Hinterland, mira patrimônio ligado ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro, incluindo aeronaves, carros de luxo, empresas e pedras preciosas.
As ações tramitam na Justiça Federal do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A AGU afirma que quer alcançar também financiadores, empresas de fachada e familiares usados para ocultar bens. O que for recuperado irá principalmente para fundos de segurança pública, nacional ou estaduais.
A medida atinge o lado financeiro das facções, que sustenta o contrabando e o tráfico. Para Rondônia, estado de fronteira, o avanço sobre o patrimônio do crime organizado importa porque enfraquece a estrutura que alimenta esses esquemas.
Da Redação Mídia Extra