A Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, em vigor desde domingo (1º). O aumento equivale a R$ 0,45 por litro frente ao mês anterior, quando o combustível já havia subido 11,76% em média.
A estatal atribui a alta à valorização internacional do produto, em meio a tensões no Oriente Médio e à menor capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia. Segundo a empresa, o reajuste no Brasil é mensal e segue fórmula contratual, o que suaviza oscilações frente ao exterior, onde as revisões podem ser diárias.
A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV, mas o mercado é aberto à concorrência. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, o peso do combustível nos custos das companhias subiu de 30% para mais de 45% desde o início do conflito.
Com o combustível pesando mais na operação das aéreas, aumenta a pressão sobre tarifas e rotas. Em Rondônia, onde o avião é essencial para conectar cidades distantes, isso pode encarecer passagens e limitar a oferta de voos.
Da Redação Mídia Extra