A defesa de Daniel Vorcaro entregou ao Supremo Tribunal Federal uma perícia particular feita no celular do ex-banqueiro, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025. O laudo aponta que 657 arquivos foram modificados e 436 criados depois da apreensão.
Com base no documento, os advogados pedem que a PF entregue os dados originais do aparelho para verificação e sustentam que a soltura de Vorcaro é obrigatória. Eles admitem que o registro de modificação, por si só, não prova que uma pessoa tenha feito a alteração diretamente.
Um dia antes, a PF indiciou Vorcaro e outros 14 investigados na Operação Compliance por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa nega prejuízo ao BRB e afirma que nenhuma perícia oficial apontou perdas.
O laudo é apresentado pela defesa e ainda precisa ser analisado pelo STF e confrontado com a versão da PF. O caso importa para Rondonia e a região porque envolve a confiabilidade de provas em investigações sobre o sistema financeiro, tema que afeta a confiança em instituições e bancos públicos em todo o país.
Da Redação Mídia Extra