A Justiça do Trabalho determinou, em liminar, que uma rede de supermercados do Rio de Janeiro deixe de enviar comunicados de teor eleitoral a seus empregados. A ação foi movida pelo Sindicato dos Comerciários, após funcionários receberem uma carta com críticas ao cenário político e um apelo por mudanças, às vésperas do segundo turno.
Pela decisão, a empresa deve enviar nova mensagem, pelos mesmos canais, informando que o voto é livre e secreto e que ninguém é obrigado a revelar sua preferência política. O aviso também precisa ser afixado em locais de grande circulação dos funcionários. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 500 mil.
Segundo o sindicato, a juíza entendeu que a carta configura assédio eleitoral, por transmitir de forma velada uma orientação política a trabalhadores que dependem economicamente do empregador. Isso poderia gerar receio de retaliações e comprometer a liberdade de voto. A assessoria da rede informou que não vai se pronunciar.
A decisão reforça que a relação de emprego não pode ser usada para influenciar o voto, regra que vale para empresas de qualquer porte. Em Rondônia e em toda a região, trabalhadores devem saber que podem denunciar pressão política no ambiente de trabalho.
Da Redação Mídia Extra