segunda-feira, 19 agosto 2019, 10:39
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Garimpeiro é condenado a 24 anos de prisão por matar companheira ao suspeitar de traição

Afailton Paixão da Conceição foi levado ao banco dos réus nessa quarta-feira (29) acusado de matar a sua companheira, Angélica Maria de Jesus com um tiro no rosto após suspeitar de uma suposta traição. O crime aconteceu no mês de dezembro de 2009 em Ariquemes. Os jurados entenderam que o réu foi culpado pelo crime e ele foi sentenciado a 24 anos de prisão.

Segundo a denuncia do Ministério Público, na época do crime o réu era garimpeiro e vivia dias fora de casa, quando suspeitou que sua amásia estivesse tendo um caso extraconjugal, o traindo. Dias antes do crime, a vítima manifestou intenção de separar do acusado, saindo de sua casa e indo morar com a sua mãe.

Ainda de acordo com o MP, em razão disso, o infrator decidiu ceifar a vida da vítima e, dissimulando sua intenção homicida, comprou presentes e entregou à vítima, fazendo-lhe falsas promessas, convencendo-a reatar o relacionamento e voltar a residir com ele. Na madrugada do dia 28 de dezembro de 2009, o denunciado e a vítima encontravam-se no quarto do casal, quando o infrator na posse de uma arma de fogo, com nítida intenção de matar, efetuou um tiro contra o rosto da vítima, à “queima roupa”, atingindo-a na região nasal, vindo em seguida a empreender fuga do palco dos acontecimentos.

Condenação

O Juiz da 1ª Vara Criminal de Ariquemes, Alex Balmant, que conduziu o Tribunal do Júri condenou o réu a 24 anos de prisão em regime inicial fechado.

– A culpabilidade, como fator influenciador da pena, merece elevado grau de reprovação, na medida em que agiu de forma engenhosa, dissimulada e premeditada, orientando sua vontade com propósito de eliminar a vida da vítima, sua ex- companheira, com quem conviveu por aproximadamente 01 (um) ano, mãe de uma criança de apenas 03 (três) anos de idade. Conduta desprezível, altamente repugnante, supera os limites do tolerável, decorrentes do rompimento do relacionamento amoroso. Mas que tipo de amor é esse que se transforma em obsessão, pois o que se quer, no fundo, é subjugar a pessoa, que se diz amar.

O amor é a palavra usada como desculpa para se cometer atrocidades com a pessoa amada. O que se denota claramente, no caso em apreço, é a força, o poder, o domínio que se quer ter sobre a vítima de um crime passional. Não confundas o amor com o delírio de posse, ciúme desmedido (doentio), que acarreta os piores sofrimentos. Os gestos de amor são humildes e jamais podem levar a morte da pessoa amada. É imperioso punir de forma mais gravosa àquele que submete mulher a violência – apontou o magistrado em sua sentença. Fonte: Rondoniavip

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