domingo, 20 setembro 2020, 06:22
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Violência em presídios volta a assombrar um governo

Enquanto o governo de Jair Bolsonaro se concentra ora nos debates da reforma da Previdência, ora em pautas pouco relevantes para o país, como o fim do horário de verão, a terça-feira volta a colocar um drama brasileiro nos holofotes. A pauta é uma das mais caras aos apoiadores de Bolsonaro e de seu ministro da Justiça, Sergio Moro: segurança.

No domingo foi revelado que 15 presos haviam sido massacrados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, em Manaus. Ontem, o que era ruim ficou muito pior: mais 40 corpos foram achados em outros quatro presídios amazonenses, levando o número de mortes a 55. As mortes teriam sido causadas por uma disputa de poder dentro da organização criminosa Família do Norte, cujos líderes já estão em presídios federais.

A notícia das primeiras 15 mortes fez o governo decidir enviar uma força-tarefa de intervenção ao Compaj. A força-tarefa foi criada no governo Michel Temer, em 2017, e reúne agentes prisionais de todos os estados.

Em janeiro de 2017, uma rebelião deixou 56 mortos no Compaj e espalhou o caos por unidades prisionais Brasil afora. Agora, a falta de segurança dos presídios volta a ficar latente.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), um ex-apresentador de programas policiais que tem a segurança como uma de suas bandeiras, disse que era impossível evitar os massacres nos presídios.

O Brasil tem 800 mil presos e não constrói presídios em velocidade necessária. Bolsonaro e seus aliados são favoráveis a ampliar a política de encarceramento, fazendo valer a mão pesada das forças de segurança contra criminosos.

Para isso, precisam apresentar também um plano de construção de novos presídios, seja com recursos federais, seja com investimentos da iniciativa privada. Em cinco meses de atuação, o governo concentrou as ações contra a violência no abrandamento de regras para a posse e o porte de armas.

Nesta terça-feira, Bolsonaro recebe para um café da manhã no Palácio da Alvorada os presidentes, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. A ideia é tratar de Previdência e da agenda de votação, com foco na Medida Provisória da reforma administrativa, que começa a ser apreciada hoje pelo Senado. O Brasil real também deve sentar à mesa. Fonte:orondoniense

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